Entrevista a Pedro Aparício – Médio do Beira-Mar

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Ficha Técnica

Nome: Pedro Aparício

Idade: 22 anos

Altura: 171 cm

Peso: 64 kg

Posição: Médio  Ofensivo/ Centro

Pé Preferencial: Direito

Clube atual: Beira-Mar

Número da Camisola: 20

 


DSPORT  – Pedro, com apenas 22 anos muitos jovens estão apenas a iniciar as suas carreiras profissionais, mas no caso de um atleta esse investimento começa muito cedo. Consegue, de uma forma resumida, falar de todo o processo de formação pelo qual já passou?

Pedro Aparício – O meu período de formação jovem foi todo feito no Beira-mar, foi a equipa onde cresci e aprendi e me tornei grande parte do que sou hoje. Depois, no meu 1º ano de sénior assinei pelo Gafanha que já jogava no CNS e estive la 2 anos, onde atingimos sempre os objetivos propostos pelo clube. Foi uma boa experiência, fiz boas amizades e conheci uma realidade diferente, com jogadores mais experientes e um nível diferente de competitividade. Tive a sorte de ter um treinador que sempre apostou em mim e por isso

a minha adaptação ao futebol sénior foi fácil e rápida. Neste último ano mudei-me para o Recreio de Águeda, um clube onde fui bem recebido, e onde o objetivo mínimo foi cumprido.

DSPORT  – Qual o papel da família no processo de formação de um atleta?

PA – É fundamental sem dúvida. Eu posso dizer que sempre tive o apoio dos meus pais para desde cedo fazer o que mais gostava, jogar futebol. Nunca me condicionaram a ida a um treino, bem pelo contrário, sempre me incentivaram e me levaram onde fosse preciso para um treino ou um jogo. E quando as coisas não correm bem, são os pais que têm muitas vezes o papel de nos fazer ver que as coisas não estão assim tão mal como nós pensamos, e são eles, ao mesmo tempo, que nos momentos bons nos colocam os pés no chão e apontam sempre coisas a melhorar. Pelo menos isso sempre aconteceu comigo, e tenho a certeza que essa é a atitude certa para ponteciar os jovens, não pressionar e estarem sempre presentes nas adversidaes e sucessos do dia-a-dia.

DSPORT  – Quais são os seus objetivos e como se alinham com o Beira-Mar?Existe algum sonho ainda por alcançar?

PA – Sempre tive o sonho de jogar pelo Beira-Mar na 1ª liga. É o natural quando toda a formação se joga com um clube com tanta história, um clube que me habituei a ver nos maiores palcos do futebol português. Claro que gostava de ter uma oportunidade num clube de 1ª liga, até porque acredito que tenho qualidade para isso, mas também sei que há muita qualidade no futebol português e que não é fácil de lá chegar. Por isso, encaro o dia-a-dia com naturalidade, trabalho sempre no máximo porque essa é a minha forma de ser, e de estar em qualquer projecto a que me proponho. O sonho mais próximo é mesmo o de conseguir ajudar o Beira-Mar a subir de divisão já este ano, isso para mim é o mais importante. Sei que não será facil, mas caso isso venha a acontecer, será um momento muito especial para mim.

DSPORT  – O Beira-Mar encontra-se num momento de reinvenção, tendo tido muitas intervenções virais nas redes sociais, colocando de novo o clube nas bocas dos Portugueses. Que impacto trouxe esta nova abordagem ao desporto para os atletas?

PA – É verdade que a comunicação do Beira-Mar este ano tem sido incansável, e já por diversas ocasiões o nome do clube foi falado por todo o país. Acho que isso permite um maior conhecimento, por parte dos adeptos, acerca  dos jogadores, e isso cria uma maior empatia entre as duas partes, e eu pessoalmente já senti isso. Essa política de comunicação forte que o clube apresenta este ano só acrescenta valor ao projeto e demonstra que o Beira-Mar quer crescer em todos os aspectos, e penso que os jogadores também sentem a importância de participar de forma ativa nesses projetos.

DSPORT  – E o Mário já festeja golos?

PA – Sim já festeja, os adeptos pediram, tinha de ser. Esperemos que continue que é sinal que estamos mais perto de ganhar.

DSPORT  – Com cada vez mais clubes a investirem na própria imagem colocando vídeos, imagens e resultados nas redes sociais e outros meios de media acredita que os jogadores terão mais hipóteses de serem reconhecidos?

PA – Acredito que hoje em dia há um conhecimento cada vez maior acerca de todos os jogadores, incluindo os da divisões secundárias, e muito se deve também a essa preocupação por parte dos clubes. Muitas vezes, uma notícia ou um golo que seja filmado e que se torne viral pode chamar a atenção de pessoas importantes e lançar um jogador, por isso nesse aspeto concordo que todo o envolvimento das redes sociais e outros meios pode permitir que jogadores de qualidade, que jogam em campeonatos secundários, possam através dessa visibilidade, conseguir atingir outros patamares. Para além disso, permite ligar as pessoas aos clubes, e acredito mesmo que há mais pessoas no estádio por causa desse esforço que os clubes fazem.

 DSPORT  – Como é que o futebol tem evoluído por Aveiro?

 

PA – Parece me que tem sido feito um esforço para tornar os campeonatos distritais mais aliciantes e competitivos, até porque este ano houve a mudança e a criação de mais uma divisão, o que permite que a Liga Safina seja composta por equipas todas elas bastante competitivas. Para além disso, a existência de um taça e supertaça distrital enriquece a competição que se vive nos campeonatos do distrito de Aveiro. A comunicação tem sido muito forte nesse aspeto e penso que esse é o caminho que tem de ser seguido, tentar encher o mais possível os estádios de futebol porque o futebol é mesmo isso, no fundo resume-se à paixão dos adeptos pelo seu clube.

DSPORT  – Ainda faltam muitos anos para a sua carreira terminar, mas já existe algum clube ao qual gostaria de voltar, como jogador ou com outro cargo desportivo?

PA – Nunca pensei nisso, e ainda para mais agora que já voltei ao clube que me formou a pergunta fica mais dificil. Só quero poder ajudar sempre a minha equipa, e estar em projectos ambiciosos. E agora sinto que estou num projeto desse género por isso estou satisfeito. Quando acabar de jogar não sei se me vejo noutro cargo, mas uma coisa é certa, ainda falta muito e até tenho tempo de pensar nisso.

DSPORT  – Alguma dica ou recomendação que queira dar aos mais jovens que querem investir no futebol como profissão?

PA – Claro que o conselho principal e que todos os jogadores ouvem constantemente, é o de terem de trabalhar no duro todos os dias para conseguirem vingar no futebol. Acredito nisso a 100%, mas tão importante como isso é não se esquecerem de se divertirem e aproveitarem todos os momentos, cada treino, cada jogo.. Se o conseguem fazer é porque estão no sítio certo, a fazer a coisa certa, e a partir daí é desfrutar.

Fotos: Sport Clube Beira-Mar Pedro Aparicio

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