O olhar e a presença de um diretor no futebol de formação

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O futebol de formação ajuda a moldar um conjunto de capacidades na personalidade do atleta que lhe vão permitir um futuro de convivência social e profissional. Há um conjunto de traços que fazem parte do seu dia a dia, para além da parte física, tal como o trabalho, a humildade, a amizade, o respeito, a união, os objetivos, etc…

As lágrimas do jogador tanto podem ser pela frustração da derrota como podem ser pela alegria da vitoria. Estas capacidades únicas e apaixonantes, criam bases de princípios e valores para que o atleta se torne num “Ser” melhor. Compete ao diretor fazer de irmão, pai e acima de tudo amigo para que esses valores e princípios sejam uma crónica diária na sua caminhada. O diretor deve fazer parte do balneário, com as brincadeiras, com a mestria da unificação do grupo. Deve ser o elo de ligação entre os jogadores e os treinadores.

Deve estar atento às preocupações diárias dos atletas e agir como parte da solução. A sua presença não é só o entregar e assinar as fichas do jogo. Não é só o transmitir uma palavra de conforto à equipa de arbitragem e desejar-lhes boa sorte para o futuro. Não é só o preocupar-se em ter bolas disponíveis. Não é só ter a preocupação do conforto e bem estar dos jogadores de banco. Não é só o preparar o lanche depois do jogo e fazer de roupeiro.

O diretor é o braço direito de todo o grupo. Deve ser acima de tudo o pilar da ordem entre todos os intervenientes. É nas técnicas e nas tácticas que eu considero o ponto menos forte de um diretor pois a sua atenção está focada nos pormenores extra jogo. E no final, depois de todo o trabalho realizado semana após semana pelas equipas técnicas, jogadores e diretores, estes não podem ser avaliados como falta de dedicação e empenho, quando o resultado não é o que todos desejam. Assim como, não se pode glorificar individualidades quando a formação é colectiva.

Quem escreve ou lê crónicas distorcidas e fora de contexto e delas fizer juízos de valor negativos, sem ter presenciado, é o mesmo que dizer que nada percebe de FUTEBOL DE FORMAÇÃO.

Fonte:

Rogério Teixeira, diretor da equipa sub-15 do Cracks Clube de Lamego

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