Ser diretor de formação do futebol infantil…

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Escrevo sem querer dar recados a ninguém, simplesmente apetece-me desmitificar o papel do Diretor, sê-lo vai muito além de preencher fichas e acompanhar a equipa para os jogos.

Somos os primeiros a chegar aos treinos e os últimos a sair, deixamos a família e casa muitas vezes sem a nossa presença, prejudicamos-mos financeiramente em prol de uma instituição, mas mesmo assim continuamos pois aquilo nos alimenta a vida.

Temos um grupo de miúdos totalmente diferentes uns dos outros, educações e personalidades diferentes, mas conseguimos transformar um balneário numa família, onde os mais fracos não se sintam humilhados pelos mais fortes e desinibidos.

Somos aqueles que temos aquela palavra amiga e paciente naquela hora de frustração ou castigo num treino, porque muitas vezes o treinador tem de ser firme para manter o grupo.

É-nos dado a tarefa de zelar pela segurança dos tesouros de muitas famílias, parecemos aquele irmão mais velho que nos abraça forte nas vitórias e limpamos as lágrimas em rostos que sentem o peso da derrota, e mesmo aí temos aquela palavra correta que mostra que nem tudo foi mau.

Basta olhar para os olhos deles e sabemos que algo os atormenta, diluímos a zero a pressão causada por alguns familiares, que nos complicam a nossa tarefa.

Num comentário menos bom vindo de um familiar para connosco conseguimos distinguir os factos e fazer de tudo para que o miúdo não sofra represálias e ignoramos para que o grupo se torne mais forte.

Podemos ter muito trabalho e dedicação mas eles dão-nos muito mais do que nós a eles.

Fonte: Renato Barbosa em Futebol de Formação

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