Entrevista a Marcos Moita, capitão do M-Team (Superliga Coimbra)

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«A NOSSA AMBIÇÃO É GANHAR A FINAL NACIONAL! ESTA É A NOSSA EXPECTATIVA PARA ESTE ANO!»

 

A equipa do M-Team já se encontra na Superliga Coimbra quase desde a génese. Ainda se lembram dos primeiros passos nas nossas Competições?

– Claro que sim. Lembro-me perfeitamente porque começou com uma historia gira, mas sem piada ao mesmo tempo. Jogava numa outra equipa, que participou na primeira edição em Coimbra,em 2014, mas como sempre, e em vários torneios, queria ter a minha equipa. E assim fiz, e avancei com a inscrição e falei com alguns amigos que queria ter na equipa. Todos disseram que sim, mas quase a começar a liga fiquei sem essa grande maioria de jogadores porque a outra equipa onde eles jogavam ficou tão chateada que eles tiveram que fazer mais uma época com eles! E de repente tinha 3 ou 4 jogadores a uma semana de começar o campeonato e tive sempre que arranjar meia equipa nova para cada jogo dessa época..

A equipa já estava formada ou já se conhecia?

– A minha resposta anterior esclarece esta. Já nos conhecíamos todos, mas só começámos a jogar no M-Team a partir da época seguinte a esta situação acontecer. Foi a terceira edição em Coimbra, portanto.

Qual foi o principal motivo para integrarem a Superliga, na altura?

– Já jogávamos noutro torneio de Futebol  7 que existe em Coimbra. Mas quando apareceu este torneio nos moldes em que nos apresentaram, quisemos logo aderir. Sinceramente, foi o competir para tentar chegar a um objectivo (Final Nacional) que nos fez querer participar.

Quanto à presente época, como classifica o estilo de jogo da equipa? Têm alguma forma específica de jogar?

– Não, forma específica não temos. O que temos são largos anos a jogar juntos (a maioria – 5, 6 jogadores) e isso é que faz a nossa “forma” de jogar. Mas não treinamos semanalmente, é mesmo os anos que temos a jogar juntos que nos vão valendo!

Qual a disposição táctica em que a equipa se sente mais confortável a jogar?
– 3-2-1.

Quais as qualidades que realça da sua equipa, e quais as vertentes que gostaria de ver melhoradas?

– Espírito de equipa e esforço em todos os momentos. Já ganhámos edições e já perdemos também, mas em nenhuma que perdemos se pode dizer que foi por falta de entrega. Nem nós, nem a equipa vencedora o pode dizer.

Qual é o jogador que o impressiona mais na equipa?

– O Nuno Lopes. É um jogador com muita qualidade e “raçudo”, daqueles que qualquer equipa gostaria de ter.

Há algum jogador de outra equipa da nossa Liga que desejasse ter na sua?

– Nesta edição da Superliga, sinceramente não há.

Há alguma equipa da Superliga Coimbra que o cative pelo seu estilo de jogo, ou mesmo pelas individualidades?

– Também não. Noutras edições sim, houve equipas muito interessantes não só a nível distrital, aposto que a nível nacional também.

Existe algum rival da equipa? E porquê?

– O Feyenoord, sem dúvida. É desde sempre o nosso maior rival. Contra eles já disputámos Campeonatos até à última jornada… Contra eles fizemos dos melhores jogos deste torneio (mesmo aqueles que perdemos) e, tal como nós, fazem parte deste torneio desde o início, por isso acabam por ser naturalmente o nosso grande rival, pese embora tenham aparecido outras equipas que nos ganharam varias vezes jogos, e inclusive campeonatos.

Existe alguma palestra motivadora antes de iniciar os jogos?

– Não, nunca houve nem nuca haverá nada mais que os nossos cumprimentos. É uma “cena” nossa não querermos fazer disto uma imitação das equipas profissionais. Somos todos muito parecidos nesse aspecto e, como tal, não há nada mais do que uma troca de palavras normais de jogo. Mas palestras, não!!

Sobre o momento actual, a equipa tornou-se bi-campeã, e esta época só soma vitórias. A que se deve este excelente momento, e o que tornou possível esta concretização?

– Creio ser fácil responder, apesar da resposta não ser boa para quem organiza. Nós mantivemos a mesma equipa de sempre, com um ou outro ajuste e somos sempre uma boa equipa. Mas este ano ficámos surpreendidos com a grande falta de qualidade dos nossos adversários, mesmo o Feyenoord que sempre teve boas equipas. Um facto aliado ao outro, criou essa “facilidade” de ganharmos todos os jogos até agora.

Em breve estarão na Final Nacional, sendo que na época anterior as coisas não correram da melhor forma nesta fase. Quais as expectativas para este ano?

– A nossa ambição é ganhar a Final Nacional. A última edição não nos correu nada bem, é certo, mas a nossa ambição é essa. Já estivemos numa Final Nacional, e sabemos bem o que é preciso para se ganhar nessas alturas em que defrontamos melhores equipas, portanto, essa é a nossa expectativa para este ano.

Na próxima Jornada irão defrontar o Feyenoord, eterno “rival” da equipa, e ex-campeão da Superliga. Que antevisão faz desta partida?

– É inevitavelmente um jogo que já não conta para nada para nós, mas que vamos jogar para ganhar certamente. Conheço os meus colegas melhor que ninguém, e sei que nenhum vai jogar a brincar, mesmo sabendo que já somos campeões.

Pelo que já observou das equipas presentes na Superliga Coimbra, que observações retirou das equipas presentes? Acha que a Liga está competitiva, ou há um pequeno lote de equipas que pode sonhar com o título?

– Este ano, e como já referi anteriormente, houve um decréscimo de qualidade no que toca às restantes equipas da Superliga em Coimbra. Esperamos que mude e volte ao que nos habituou, porque se assim não for, não creio que exista equipa que consiga fazer frente ao M-Team (risos)!!

E relativamente à Superliga, acha que, de uma forma geral, tem melhorado de época para época?

– Tenho que ser sincero e dizer que, não por falta de qualidade da organização, mas temos notado um decréscimo de qualidade, no que ao campeonato e equipas diz respeito.

Que aspectos gostaria de ver melhorados?

– Gostávamos naturalmente de ter um campeonato mais competitivo, tal como foram a grande maioria dos campeonatos em Coimbra. Não serei eu a melhor pessoa para dizer o que tem que ser feito, mas creio que uma organização forte como sabemos que é a Superliga Nacional Futebol 7 terá que tentar arranjar formas de inverter esta situação. Talvez fazer uma revisão ao preço pago pelos jogos, dar a conhecer melhor o grande objectivo e consequência para quem é campeão, ou mesmo oferecer (por exemplo) equipamentos às equipas numa tentativa de chamar mais equipas e repor a qualidade de outros anos.

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