Os jogadores de futebol devem realizar treinos de força com cargas elevadas?

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Podemos considerar “cargas elevadas” como um termo relativo. Terá de existir um contexto, uma intenção de treino, é preciso ter em conta a experiência de treino do atleta, a qualidade da execução do exercício, bem como todos os factores individuais.

O futebol, como muitos dos desportos, está preocupado com a quantidade de energia que um atleta pode gerar em relação à sua própria massa corporal. A força relativa é um factor primário que está subjacente à velocidade, rapidez e aceleração.

A força relativa exige a capacidade de gerar grandes índices de força (massa muscular) e a capacidade de gerar essa força rapidamente (sistema nervoso central). Como calcular a força relativa:

FR (força relativa) = 1RM (Uma Repetição Máxima) / MC (Massa Corporal)

Vamos imaginar que um atleta tem 1RM no agachamento de 120Kg e tem uma massa corporal de 70Kg. Se através de um treino de força conseguirmos aumentar a sua 1 RM de 120kg para 160kg no agachamento, sem que a sua massa corporal aumente de forma significativa o que vai acontecer?

Exactamente, a sua força relativa vai aumentar.

Claro que não podemos esquecer outras variáveis, como o treino de potência que consiste num aprimoramento, entre duas importantes qualidades: força e velocidade. Mas não vamos fugir à pergunta, que diz respeito à importância do treino com cargas sub-máximas ou máximas.

Muitos treinadores e jogadores na comunidade do futebol ainda têm o mito presente, que o treino de força vai tornar os jogadores pesados e sem agilidade. Temos a certeza que estes medos colocam travões a muito jogadores de alcançarem o seu maior potencial.

Faz-nos um pouco de confusão ver certas modalidades a “brincar” aos treinos de força, enquanto outras modalidades andam a anos-luz.

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