Quotas de transferência entre clubes nacionais, FPF CO1 época 2018/19

In Destaque, Futebol, Legislação, Legislação Desportiva by RedaçãoDeixe um comentário

Após a publicação do CO nº 1 da FPF relativo à época 2018/2019 importa acima de tudo salientar e compreender o que alterou, no que diz respeito à questão das transferências entre clubes e sobre a Tabela 5. Mas também consideramos oportuno tendo em consideração o que escrevemos há cerca de um ano atrás referirmos as alterações e processos em curso.

Acerca da confusa interpretação do CO nº 1 de 2017/2018 (relembramos que a própria FPF sentiu necessidade de efetuar um esclarecimento através do CO nº 8 de 2017/2018, este novo comunicado nº 1 para a presente época (2018/19) está perfeitamente claro e, portanto, congratulamo-nos, por ter sido entendido que qualquer documento o mais elementar é ser claro e nada ficar omisso.

Na prática mantêm-se o essencial sendo que as primeiras duas inscrições não estão sujeitas a qualquer custo, existe uma redução significativa nos coeficientes a aplicar a partir do terceiro atleta e relativamente às exceções foi inserido a alínea f) que permite o acordo entre clube e jogador para não haver lugar à aplicação da Tabela 5.

Está também previsto algo que foi discutido em Outubro de 2017, sobre uma situação que ficou conhecida pelas “barrigas de aluguer”, que desta vez e bem, está definida no CO nº 1 2018/19, logo, claramente distinto de um email emitido já com os campeonatos em curso e com os jogadores inscritos, onde o método de contabilização para efeitos de aplicação da Tabela 5, é entre o clube de origem e o ultimo clube onde o jogador está inscrito.

Então com estas alterações passou tudo a estar bem? Não !!! está melhor, mas para uma melhor resposta teremos necessidade de fazer uma reflexão e análise sobre todos os casos com que as Associações de Futebol Distritais tiveram que lidar durante a época desportiva 2017/18 após a introdução da tabela 5 pela primeira vez num CO nº 1 e que apanhou todos ou quase todos desprevenidos a 1 de Julho dia em que se incia uma nova época desportiva,  quando a preparação da época seguinte se inicia em meados de Abril com captações de atletas durante os meses de Maio e Junho.

Voltamos à questão que colocamos à pouco; Então com estas alterações passou tudo a estar bem?

Não, mas estamos a assistir a uma evolução que (já há um ano atrás o afirmamos) defendemos e estamos de acordo, contudo algumas coisas que nos levam a responder que não, tais como:

  • Continuamos a defender que as transferências entre clubes deveriam acontecer e de forma graduada face aos níveis de certificação possível após inicio do processo propriamente dito, daí na altura escrevemos que um período de dois anos de carência seria aconselhável, pelo que continuamos a defender que a aplicação da Tabela 5 deveria ocorrer na época 2019/2020.
  • Acerca da questão das “barrigas de aluguer” estamos de acordo que esteja prevista, mas, e mais uma vez os clubes terão de ter um especial cuidado pois nas situações normais não basta consultar na plataforma Score o clube de onde o atleta é oriundo terão que recuar ao final da época anterior e contabilizar, pois, podem vir a ter surpresas.
  • A introdução da possibilidade de acordo entre clube e jogador (em caso de ser um atleta menor tal como na inscrição o acordo deverá ser assinado pelo Encarregado de Educação e Jogador)  parece-nos positiva, eventualmente a rever após processos de certificação mais evoluídos, mas essencialmente estamos perante uma situação que tem no mínimo duas leituras, a primeira (copo meio cheio) a FPF aumentou a possibilidade de evitar qualquer constrangimento nas decisões de atletas e respetivos encarregados de educação, a segunda (copo meio vazio) é a própria FPF ter percebido que a possibilidade de acordo entre clubes, tirando honrosas exceções é praticamente impossível, pois os dirigentes não demonstram qualquer intenção e boa vontade de entender as razões e os objetivos destas medidas. Esperemos que os clubes ao “passarem” a responsabilidade para os pais na obtenção destes acordos não iremos assistir a problemas entre pais e clubes que são naturalmente indesejáveis.

De salientar que devem consultar o CO nº 1 da respectiva Associação Distrital de Futebol ao qual pertencem os clubes e atletas envolvidos em situações de transferências que sejam abrangidas pela regulamentação da Tabela 5.

Agradecemos os vossos comentário, colocação de duvidas e relatos referentes a situações directas e consequentes da aplicação da Tabela 5 no inicio da época 2017/18 e que tenham tido impacto em clubes e atletas durante a época transacta e na transição para esta nova época desportiva.

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