Profissionais vencem Taça Manuel Aglellos

In Golfe by Álvaro Manuel MarrecoDeixe um comentário

 

A seleção nacional da PGA de Portugal conquistou pela quinta vez seguida em sete edições a Taça Manuel Agrellos, que ontem terminou no Montado Resort. Mas se na última edição da prova, há um ano e meio, os profissionais tinham derrotado os amadores por 14-6, desta feita teve de suar muito sob o calor que se fez sentir em Palmela para levar de vencida a jovem seleção nacional da Federação Portuguesa de Golfe (FPG) por apertados 13-11. E se em dezembro de 2017 a equipa de profissionais venceu as três sessões da competição, desta feita só ganhou a primeira sessão, ontem (terça-feira) disputada, a de pares fourballs por 4-2. De resto, nas duas sessões de hoje, registaram-se empates, com 3-3 nos pares foursomes e 6-6 nos singulares. «Foi muito equilibrado. Há uns quatro ou cinco jogadores da FPG com um enorme potencial e olhando para a equipa amadora podemos dizer que o futuro do golfe está assegurado. A PGA de Portugal tinha a pressão de ser favorita e de ter de ganhar e fizemo-lo. Estou orgulhoso dos meus jogadores», disse José Correia, o presidente da PGA de Portugal e capitão da equipa de profissionais, coadjuvado por Ricardo Lopes. «O resultado não é o mais importante para nós nesta competição, embora queiramos sempre ganhar. Mas fiquei agradado com o que vi e foi uma boa preparação para os três Europeus que vêm agora aí», avaliou, por seu lado Nelson Ribeiro, o selecionador nacional da FPG, que teve Hugo Pinto como vice-capitão. A Ryder Cup à portuguesa teve duas grandes novidades este ano, para além da mudança de data de dezembro para julho. Por um lado, contou para o ranking mundial amador, por outro incluíu pela primeira vez jogadoras. «O facto de esta prova ter contado este ano para o ranking mundial amador deve-se à FPG e é um incentivo para os seus jogadores», considerou José Correia. «Em provas por equipas, todos os que estejam classificados no ranking mundial recebem a mesma pontuação na prova», explicou Nelso Ribeiro. No que se refere à novidade da participação feminina, Miguel Franco de Sousa, presidente da FPG congratulou-se com o facto de «estarmos a ir no sentido da evolução da sociedade em geral e do golfe em particular». E  foram as jogadoras amadoras a ajudarem – e  muito – a equipa da FPG a alcançar este feito de ter ficado a apenas 2 pontos dos profissionais. Estavamos pertante as atuais campeã e vice-campeã nacionais, tanto da PGA de Portugal como da FPG, e foram as mais jovens a sobressair. Leonor Medeiros e Sofia Barroso Sá não perderam nenhum encontro e num total possível de 4 pontos somaram 3,5! «As jogadoras profissionais portuguesas competem pouco. Há menos oportunidades para elas. Por isso, não sabíamos exatamente em que forma iríamos encontrá-las. Não posso dizer se foi ou não uma surpresa ver as minhas jogadoras jogarem tão bem contra elas, mas claro que gostei do que vi», disse Nelson Ribeiro, que chegou a dirigir a equipa feminina de Miramar que incluía Susana Ribeiro e Leonor Bessa, hoje em dia profissionais. Na seleção da FPG houve outras duas boas surpresas: João Maria Pontes e Pedro Clare Neves. Há um ano e meio tinham perdido os seus 3 duelos. Desta feita, Pontes somou 3 pontos e Neves 2. Também com 2 pontos terminaram Afonso Girão e Pedro Lencart. Do lado da PGA de Portugal o grande baluarte é Tiago Cruz. Em sete participações na prova Cruz somou 15 vitórias em 21 confrontos e passou a ser o jogador com mais triunfos na competição, superando as 14 de João Carlota que este ano não participou. Igualmente muito forte, Hugo Santos já leva 14 triunfos em sete presenças e Vítor Lopes tem a curiosidade de nunca ter perdido em singulares, sendo que, esta foi a primeira vez que jogou pelos profissionais, pois tinha estado cinco vezes como jogador da FPG. Em termos de andamento do resultado, como de costume, os singulares decidiram tudo. Os profissionais conseguiram cedo uma vantagem com Tiago Cruz a bater Pedro Silva por 3-2, mas Afonso Girão empatou ao superar João Ramos por 2-1. A FPG liderou os singulares quando João Maria Pontes impôs-se a Gonçalo Pinto por 2-1, mas Vítor Lopes foi melhor do que João Girão por 5-4, Nelson Cavalheiro derrotou Gonçalo Mata por 3-2, Miguel Gaspar vergou Martim Batista por 2-1 e Hugo Santos foi melhor do que Daniel da Costa Rodrigues por 4-2. A PGA de Portugal comandava por 5-2 e quando Nathan Brader empatou com Vasco Alves, num duelo espetacular (em stroke play teria sido -4 para o profissional e -3 para o amador), ficou selado o triundo da PGA de Portugal. Mesmo assim, houve o brio de Pedro Lencart ganhar a Tomás Silva por 2-1, de Pedro Clare Neves levar a melhor sobre Alexandre Abreu por 1 up e de Sofia Barroso Sá vencer Susana Ribeiro por 4-3, antes do empate entre as “Leonores”, Medeiros e Bessa.  «Foi muito bonito ver como o elemento feminino valorizou a competição e o equilíbrio de forças entre as duas equipas também sobressaiu, com a vitória a cair para o lado dos mais experientes», concluiu o homenageado, Manuel Agrellos. 

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