Mensagem do presidente da FPH – Operação Indoor na Turquia termina hoje com o regresso a Portugal

In Hóquei by RedaçãoDeixe um comentário

Chega hoje a Portugal a seleção nacional sénior que, em Alanya – Turquia, defendeu as cores de Portugal no Eurohockey Indoor Championship II, tendo-se classificado a meio da tabela, com resultados positivos ao vencer a Turquia e a Inglaterra, e empatar com a Itália.

Quando foi lançada a preparação para a prova e as propostas da equipa técnica que conduziriam à luta pela subida de divisão, a Direção da FPH teve de tomar uma deliberação, de certa forma ousada e a exigir criatividade para que não se ultrapassasse o bom senso financeiro e os condicionalismos orçamentais. O Executivo viria a privilegiar as condições de treino e de criação de espírito de grupo, exemplarmente através da autorização para que a equipa pudesse treinar na Holanda e na Alemanha, tendo toda a logística complexa desta operação sido coordenada entre o Team Manager e Vice-Presidente da FPH, Gonçalo Lima, e os serviços da FPH.

Aqui se dirá que o orçamento das seleções é suportado orçamentalmente e que a gestão dos gastos obedece a regras, sendo que, se não gastarmos o que foi orçamentado, temos de devolver o que sobrou. Logo, deverão ser entendidos alguns gastos, alegadamente insuportáveis para a realidade do hóquei e que não contemplam outras áreas mais deficitárias, como por exemplo a arbitragem.

Regressando à participação de Portugal no Europeu, era lícito, de facto, apontarmos à luta pela subida. E o que é certo é que estivemos a escassos segundos de atingirmos esse desiderato, contra a Ucrânia, jogo em que sofremos o golo da vitória ucraniana a cerca de 10 segundos do fim, depois de termos estado a vencer por 4-1 e quando o empate era bastante para jogarmos a segunda fase da prova na pool de promoção, onde tínhamos muitas hipóteses (subiram Holanda e Ucrânia).

Penso, no entanto, que é tempo de repensarmos a modalidade, já é tempo de deixarmos de morrer na praia, a escassos metros ou segundos do que ambicionamos. E se, de facto, como é assumido, se conseguiu uma preparação cuidada e a certa, temos um selecionador e uma equipa técnica competentes, temos atletas de muito bom nível, o que falta?

Encetaremos, por isso, o estudo do futuro e pedirei à equipa técnica nacional que apresente à Direção relatório exaustivo desta participação, do que correu bem, mal ou assim-assim; do que é necessário incrementar; o que fazer em termos de futuro, se pudermos, por exemplo, aproveitar o turismo desportivo para termos em Portugal seleções com quem treinarmos a sério.

Temos uma seleção no alto rendimento – a de sub21 – que em janeiro do próximo ano, em Portugal, vai disputar a divisão B e que tem verbas exclusivas – por estar no alto rendimento – para uma preparação atempada e cuidada, e tentaremos também dar experiência aos atletas mais jovens, que estão prestes a atingir este escalão.

Em setembro, em Lousada, receberemos a primeira ronda da Liga Mundial e temos de trabalhar com tempo e método para conseguirmos uma participação digna.

Os relatórios que vamos solicitar revestem-se, assim, da maior importância para, com empenho, ultrapassarmos os momentos menos bons.

Falando da competição interna, realiza-se no próximo fim de semana, em Lousada, a Fase Intermédia do Campeonato Nacional de Seniores Masculinos – Indoor, que precede a Fase Final, a disputar uma semana mais tarde em Lisboa.

Esperamos todos que os pavilhões encham, com entusiasmo, e que sejam jornadas de muita competição e fair-play, abnegação e respeito por si próprios e pelo adversário.

Deixe um comentário

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.