Resumo do estágio e objetivos da seleção nacional de hóquei

In Hóquei by RedaçãoDeixe um comentário

Em preparação para o Eurohockey Indoor Championship II (M), Alanya, Turquia, a nossa Seleção Nacional efetuou na passada semana um estágio de 4 dias, em Venlo, na Holanda.

Dada a importância deste estágio, fomos ao encontro da equipa técnica nacional de forma a percebermos melhor a sua visão para o próximo Eurohockey Championship II e de que forma se estão a preparar para o desafio, que tem início marcado para 12 de janeiro de 2018.

Dia 1
O primeiro dia de estágio, que para muitos seria apenas um dia aborrecido de viagem entre aeroportos e locais de estadia, deu início à preparação da nossa seleção que, após o jantar já na cidade de Baarlo, se reuniu e apresentou conceitos de jogo para serem debatidos entre todos, acompanhados de videos de jogo para análise. Após esta reunião tática, chegava a vez do merecido descanso e preparação para o dia seguinte.

Dia 2
O segundo dia arrancou muito cedo para a nossa seleção, que enfrentava ainda uma viagem de 1h45m até Almere, local onde iriam defrontar os atuais campeões do mundo de hóquei indoor, a Holanda. Com alguns imprevistos pelo caminho, a palestra e aquecimento deste amigável tiveram de ser limitados a 20 minutos, algo que certamente não foi do agrado da nossa equipa técnica nacional. No entanto, este imprevisto não influenciou a performance da nossa seleção, que fez um grande jogo e, nas palavras do treinador Bernardo Fernandes, “com uma atitude de disciplina defensiva, inspiração colectiva e individual”, conseguiram vencer por 6-3.

Apesar do cariz amigável desta partida, a dimensão do adversário acrescentou muito valor ao resultado final, razão pela qual a vitória teve um efeito moralizador nos nossos atletas, que não só venceram, mas também convenceram a equipa técnica com uma grande performance dentro de campo.

A partida contou com três partes de vinte minutos e serviu para testar, nas palavras de Bernardo Fernandes, “um sistema defensivo zonal e algumas nuances táticas na nossa saida de bola”.

Após este primeiro teste era altura de almoçar e descansar um pouco, pois após o almoço havia mais um treino ainda antes do regresso a Baarlo, onde o jantar e uma pequena reunião de equipa encerrariam o dia.

Dia 3
Os nossos atletas viram o terceiro dia de estágio arrancar cedo, desta vez não para treinar o físico, mas para treinar a tática. O visionamento da partida do dia anterior, para análise e debate de aspetos positivos e negativos, foi uma prioridade para a equipa técnica, que decidiu ter esta sessão tática antes do treino da manhã, que iria decorrer em Venlo.

Para depois do almoço estava agendado um teste bem mais complicado, o jogo amigável contra a seleção da Bélgica.

Nas palavras do treinador Bernardo Fernandes:Os belgas pressionaram forte e individualmente desde o primeiro minuto e não só pela sua qualidade mas também pela nossa tardia entrada no ritmo de jogo mais elevado tivemos bastantes dificuldades em sair a jogar mas também na nosso sistema defensivo. Depois das primeiras duas partes (…) finalmente decidimos utilizar uma sistema defensivo diferente o que nos trouxe maior equilibrio na ocupação de espaços e durante este periodo recuperamos o feeling de conseguir competir com uma seleção que irá competir na divisão A europeia, no próximo mundial, a treinar concentrados 2 vezes por semana e composta por jogadores de alto nivel. Uma grande lição e uma oportunidade de pudermos competir sob uma pressão elevada que é dificil replicar num contexto de treino ou mesmo na competição doméstica em Portugal.”

O jogo terminaria com o resultado final de 9 – 5 para a Bélgica, deixando mesmo assim a equipa técnica bastante satisfeita com alguns aspetos do jogo e otimista para os encontros futuros.

Após este difícil teste, o resto da tarde e noite serviu para o merecido descanso e relaxamento dos atletas.

Dia 4
No último dia de estágio havia ainda mais um treino a realizar em Venlo, onde os nossos jogadores foram sujeitos a elementos de pressão física (marcação individual) e restrição de tempo de bola, tendo dado provas significativas de melhoria e evolução na abordagem a estes importantes aspetos.

Após o treino, estavam encerrados quase todos os trabalhos, ficando apenas a faltar a trabalhosa viagem de regresso que, para infelicidade de todo o grupo, teve um atraso de sete horas.

Resumo e Objetivos:

Feitas as contas, foi um estágio que terminou com nota bastante positiva, com grande dedicação por parte de toda a equipa dentro e fora do campo, que tiveram aqui uma excelente oportunidade de mostrarem o seu valor num contexto competitivo ao nível que irão enfrentar já em janeiro, no Eurohockey Championship II (M), Alanya, Turquia. Nas palavras do team manager Gonçalo Lima: “podemos concluir que temos uma equipa bastante versátil, alguma irreverência com a juventude, veteranos com experiência para dar e vender e acima de tudo a base desta selecção, começa a atingir níveis de maturidade importantes para a performance durante o campeonato.”

Quando questionada sobre os objetivos da Seleção Nacional para a próxima edição do Eurohockey Championship II, a equipa técnica nacional anunciou: “O objetivo passa por estar no sábado (1ª dia da competição) a discutir o “grupo de cima”, ou seja, jogar para subir à Divisão A, e obter a consequente subida!”.

Apesar do otimismo, o team manager Gonçalo Lima frisou a relevância da curta distância na qualidade apresentada entre as 8 equipas que constituem o grupo onde Portugal se insere, avisando que a este nível de competitividade todos os jogos contam muito, podendo os objetivos serem cumpridos ou falhados mediante apenas um resultado inesperado.

A confiança está em alta para esta nossa Seleção, que vai precisar do apoio de todos nós já em Janeiro de 2018! Porque não comecar já?

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