Os 12 Trabalhos de Hércules, Catarina “A Grande” e a Maggie

In Artigos de Opinião, Padel by AdminDeixe um comentário

Se existe uma versão portuguesa da história mitológica de Hércules ela terá certamente o Ricardo Oliveira, presidente da Federação Portuguesa de Padel (FPP), como protagonista.

Recordem por momentos 2016! O Padel português estava dividido entre duas federações (Ténis e Padel), Diogo Rocha tinha conseguido uma extraordinária primeira qualificação para um QUADRO PRINCIPAL de uma prova WPT no Lisboa Challenger, que aliás recebeu uma visita da ASAE em busca de “irregularidades”, e quase ninguém (EU INCLUSIVÉ) nunca tínhamos ouvido falar de Padel. Apenas o som das raquetas quando passávamos no Campo Grande ou nas Docas.

Vejam o que é o Padel nos nossos dias e vejam quem esteve no cerne de todo uma mudança….

Ricardo Oliveira conseguiu a Utilidade Pública Desportiva para a FPP, unificou todo o Padel nacional, acabou com as divisões entre Padelistas e Tenistas, criou um Circuito nacional vibrante, ganhou a confiança do Governo, do mercado publicitário e do público, trouxe para Portugal um Mundial e um Europeu de enorme sucesso, tanto desportivo, como organizativo, convenceu João Lagos a trazer a mais importante prova WPT para o nosso país, e, acima de tudo, lançou o Padel Escolar, iniciou a Certificação de Treinadores e integrou o Padel no Movimento Olímpico.
Em breve teremos programas sobre Padel nas televisões nacionais e o público português está a começar a render-se ao espectáculo e aos valores de Fair-Play da nossa modalidade.

Na minha carreira como jornalista da Lusa acompanhei muitos presidente e federações e apenas encontro paralelo em tudo isto no grande José Roquette, que ergueu a vela de Portugal ao mais alto nível internacional.

Ricardo Oliveira e a FPP só podem estar de parabéns e penso que seria o homem certo para liderar a futura Federação Europeia de Padel. Terá o apoio de todos nós!!! Depois a nossa Catarina “A Grande” Nogueira.

Que prazer é ver esta super jogadora ao vivo a demonstrar o seu enorme Padel no Circuito da FPP. Que orgulho em saber que temos uma jogadora no Top20 WPT, que chega a “suplente” no Masters, que reconquista, com Filipa Mendonça, o título nacional de forma inequívoca e que sem dúvida deu o exemplo a Sofia Araújo e à nossa madeirense para começarem a impor-se no mais importante Circuito profissional do Mundo.

Era a grande “estrela” que faltava, juntamente com a Leninha Medeiros, para tornar ainda mais forte a nossa selecção feminina.

E tudo isto ficou resumido nas palavras da nossa Maggie no melhor discurso da entre de Prémios OS MELHORES DE 2017 no Fojo:

“Eu sou a Maggie, não sou a Margarida. é a minha personagem no Padel. Quero agradecer este prémios à Federação, uma entidade em que sempre acreditei, desde o início. Tem feito um papel que tem levado o Padel além…’Presi’ não chores, vá lá. Eu comecei a jogar Padel há três anos e há dois anos e meio fui chamada para a selecção, e isso tenho de agradecer ao Juanma. Os percursos fazem-se caminhando. Não interessa como se começa, interessa como se acaba. Obrigado Miguel (Oliveira). Tenho de agradecer a todas as minhas colegas da selecção. Finalmente temos um grupo com todas as melhores. Finalmente estamos todos de acordo. Finalmente somos PORTUGAL e conseguimos ter uma grande selecção no Europeu. Cumprimos o objectivo. Obrigado a todos. Obrigado ao Team FPP. Obrigado pelos treinos na selecção. ´Presi´ vou acabar, continue lá o seu bom trabalho”, disse Maggie.
Por fim, a Padel Wall. Obrigado pela distinção, que tantas vezes não tive durante os 24 anos que trabalhei como jornalista da Agência Lusa (onde, ai sim, recebi um prémio como Jornalista do Ano).

Ainda por cima por ter tido como outros nomeados o Luís Mendes (o primeiro a iniciar uma publicação digital sobre Padel em Portugal) e a Sofia Ramos Silva, a melhor Press Officer que o Lisboa Challenger e o Portugal Masters poderiam ter, a Carlota Crespo (vencedora em 2016) e o João Escudeiro.

Que orgulho. Muito obrigado a todos os que votaram.

No jornalismo é costume dizer-se que um jornalista só é notícia quando ganha um prémio, ou quando morre. Ainda bem que foi pela “OPÇÃO A”.

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