Espécies de Peixes perigosas em Portugal

In Pesca by RedaçãoDeixe um comentário

Boas companheiros, deixo aqui um tema que infelizmente muita gente que pratica a pesca não o sabe, existem algumas espécies de peixes perigosas em Portugal, algumas por serem venenosas outras por darem descargas eléctricas, por isso durante a jornada de pesca devemos ter o cuidado ao desferrar o peixe do anzol.

A espécie mais comum e mais conhecida, o Peixe Aranha (Figura 1), Peixe de cor amarela ou castanha com até 37 cm, contendo espinhos venenosos nas barbatanas dorsais e nas brânquias (guelras). Encontra-se enterrado na areia em águas pouco profundas, sendo mais comuns as picadas na baixa-mar.

Figura 1 Peixe Aranha Foto © Hans Hillewaert

Peixe existente na Costa Portuguesa, com predominância em praias arenosa, não são agressivos, as picadas não resultam de qualquer ataque, mas de serem pisados inadvertidamente. As zonas mais afectadas são os pés (devido à vítima pisar o peixe-aranha enterrado na areia ou no caso da pesca o pescador segurar o peixe na zona dos espinhos.

Os sintomas mais significativos iniciam-se 2-3 minutos após a picada. Sintomas: dor local muito intensa, edema, dormência, formigueiro, náuseas, vômitos, dores articulares, dores de cabeça, cólicas abdominais, tonturas, aumento do volume miccional e tremores. Sintomas raros: arritmia, fraqueza, dificuldade respiratória, convulsões, diminuição da pressão arterial, gangrena, degeneração de tecidos e perda de consciência. Tratamento: colocar o membro afectado em água quente (inactiva o veneno que é termolábil) e retirar os espinhos remanescentes; analgesia e aplicação de anti-inflamatórios e antissépticos. Em caso de sintomas raros é necessária assistência médica. Prognóstico: a vítima recupera totalmente em algumas horas ou dias.

Uma segunda espécie a ter cuidado e conhecida como Rascasso sendo este bastante venenoso, peixe de cor vermelha com 26–50 cm, contendo espinhos venenosos nas barbatanas dorsais. Peixe solitário e de hábitos nocturnos, passa o dia praticamente imóvel, disfarçado entre rochas e algas em águas pouco profundas ou poças de água na baixa-mar.

Figura 2 Rascasso @Wilfried Berns/ Tiermotive.de CC BY-SA 2.0 de

Peixe existente na Costa Portuguesa, com predominância em praias rochosas, não são agressivos, as picadas não resultam de qualquer ataque, mas de serem pisados inadvertidamente. As zonas mais afectadas são os pés devido à vítima pisar o rascasso escondido junto a rochas ou no caso da pesca o pescador segurar o peixe na zona dos espinhos.

Os sintomas mais significativos iniciam-se 2-3 minutos após a picada. Sintomas: dor local muito intensa, edema, dormência, formigueiro, náuseas, vômitos, dores articulares, dores de cabeça, cólicas abdominais, tonturas, aumento do volume miccional e tremores. Sintomas raros: arritmia, fraqueza, dificuldade respiratória, convulsões, diminuição da pressão arterial, gangrena, degeneração de tecidos e perda de consciência. Tratamento: colocar o membro afectado em água quente (inactiva o veneno que é termolábil) e retirar os espinhos remanescentes; analgesia e aplicação de anti-inflamatórios e antissépticos. Em caso de sintomas raros é necessária assistência médica. Prognóstico: a vítima recupera totalmente em algumas horas ou dias.

A terceira espécie é o peixe Ratão e a Raia, este tem um espigão na cauda sendo também esta venenosa, a sua defesa é usar a cauda como chicote tentando espetar o ferrão, existindo algumas variantes na espécie.

Figura 3 Raia – @riblje-oko.hr CC BY-SA 3.0

Peixe cartilaginoso de cor castanha, com o corpo achatado dorsiventralmente e contendo um ferrão venenoso na cauda longa.

Peixe cartilaginoso de cor amarela, com tons avermelhados, com o corpo achatado dorsiventralmente e contendo um ferrão venenoso na causa.

Peixe cartilaginoso de cor castanha, com tons amarelados e avermelhados, com o corpo achatado dorsiventralmente e contendo um ferrão venenoso na causa.

Afecta maioritariamente mergulhadores e pescadores. Sintomas: trauma local (da perfuração do ferrão), dor muito intensa, edema, cãibras musculares, náuseas, fadiga, dores de cabeça, calafrios e febre; possível infecção bacteriana ou fúngica. Geralmente benignas, as picadas do Ratão podem causar risco de vida em caso de hipersensibilidade ou no caso da picada se localizar em locais sensíveis (cabeça, pescoço, tórax ou abdómen). Tratamento: é necessária assistência médica; colocar o membro afectado em água quente (ajuda a inactivar o veneno que é termolábil); antibioterapia (para prevenir infecções), analgesia e aplicação de anestésico local, anti-inflamatórios e antissépticos. Prognóstico: na maioria dos casos as dores e restantes sintomas cessam até 48 horas após a picada (com os piores sintomas nos primeiros 30-60 minutos).

A quarta espécie de peixe é uma Tremelga, esta sentindo se em perigo dá descargas eléctricas, quanto maior for o peixe maior é a descarga.

Figura 4 Tremelga @ Roberto Pillon CC BY 3.0

Vive nas profundezas, até aos 150 metros, mas não se importa de explorar os fundos próximos da costa. Em Portugal aparece nos estuários dos rios Sado e Tejo, pode atingir o comprimento de 60 centímetros.

É com recurso aos órgãos eléctricos que a Tremelga lança ataques fulminantes às suas presas, escolhendo, sobretudo, peixes de dimensões mais reduzidas, embora na sua dieta também caibam pequenos invertebrados e alguns crustáceos. Para atacar uma presa ou se defender de predadores pode dar descargas eléctricas na casa dos 200 volts.

Todo o cuidado é pouco, pesque em segurança e caso não conheça alguma espécie tenha cuidado no seu manuseamento no momento de desferrar o anzol.

Bons lances a todos!

Bibliografia: Wikipédia

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