Complex Training

In Atletas – Artigos Ciêntificos, Crianças, Orientação e Controlo de treino, Saúde – Artigos Científicos by RedaçãoDeixe um comentário

A capacidade motora força tem um papel importante nos diferentes desportos e no teu treino, desde as idades mais jovens permite potenciar principalmente as adaptações neurais, já que a hipertrofia muscular é raramente visível nestas idades (Behm, Faigenbaum et al. 2008).

Tem sido demonstrado que a combinação do treino de força (TF) com exercícios pliométricos, produz melhores resultados do que qualquer um dos métodos de TF utilizados isoladamente (Baker, Nance et al. 2001; Cronin, McNair et al. 2002). Esta combinação parece maximizar a produção de energia, aumentando tanto a hipertrofia das fibras musculares em atletas maturados, como as adaptações neuromusculares (Fatouros, J. et al. 2000; Kotzamanidis, C. et al. 2005).

Estudos reportam o treino pliométrico como um método seguro para crianças e jovens, expondo melhorias significativas, nas capacidades motoras envolvidas (Faigenbaum 2007; Vissing, B. et al. 2008; Johnson, S. et al. 2011).

O TF com alta intensidade combinado com exercícios específicos de pliometria na mesma sessão, têm sido recentemente utilizados na preparação de atletas de várias modalidades, sendo este método de treino designado de Complex Training (CXT) (Ebben & Watts 1998; Jones & Lees 2003).

O CXT baseia-se no aumento do potencial pós-ativação (PPA) através da força muscular explosiva, depois de este ter sido submetido a uma carga máxima ou submáxima (Docherty, R. et al. 2004). O PPA baseia-se no aumento da força muscular aguda de saída como resultado da contração anterior, esta estimulação leva a uma excitação do sistema neuromuscular melhorando o seu desempenho (Robbins 2005; Baudry & Duchateau 2007; Tillin & Bishop 2009). Desta forma, o CXT permite melhorar o gesto técnico, sem o problema da transferência (Harrison 1991).

Usando exercícios de alta intensidade é possível uma melhor ativação de fibras do tipo II. O PPA é referido como sendo maior nas fibras tipo II em detrimento das fibras tipo I, porque as fibras do tipo II são submetidas a uma maior fosforilação da cadeia leve de miosina, subsequentemente existe um aumento da sensibilidade miofibrilar, que provoca uma maior secreção de Ca2+ pelo retículo sarcoplasmático e, consequentemente um aumento do recrutamento de unidades motoras de ordem superior, que se pensa ser o mecanismo primário da potenciação da força (Vandervoort, Q. et al. 1983; Sweeney, B. et al. 1993; Hamada, S. et al. 2000; Hodgson, D. et al. 2005).

O CXT é reconhecido por ser mais eficaz na melhoria da taxa de produção de força quando comparado com outras metodologias de treino, devido à criação de um ambiente neuromuscular favorável (Masamoto, L. et al. 2003). Promove um incremento das proteínas contráteis e ao mesmo tempo melhora o estiramento reflexo dos músculos envolvidos (Fatouros, J. et al. 2000; Hamada, S.et al. 2003).

Academia de Performance Humana
“Empower Your Game”

Fontes:

Baker, D., S. Nance, et al. (2001). “The load that maximizes the average mechanical power output during explosive bench press throws in highly trained athletes.” J Strength Cond Res 15(1): 20-24

Baudry, S. and J. Duchateau (2007). “Postactivation potentiation in a human muscle: effect on the load-velocity relation of tetanic and voluntary shortening contractions.” Journal of Applied Physiology 103(4): 1318-1325.

Behm, D. G., A. D. Faigenbaum, et al. (2008). “Canadian Society for Exercise Physiology position paper: resistance training in children and adolescents.” Appl Physiol Nutr Metab 33(3): 547-561.

Cronin, J. B., P. J. McNair, et al. (2002). “Is velocity-specific strength training important in improving functional performance?” J Sports Med Phys Fitness 42(3): 267-273.

Docherty, D., D. Robbins, et al. (2004). “Complex Training Revisited: A Review of its Current Status as a Viable Training Approach.” Strength & Conditioning Journal 26(6): 52-57

Ebben, W. P. and P. B. Watts (1998). “A Review of Combined Weight Training and Plyometric Training Modes: Complex Training.” Strength & Conditioning Journal 20(5): 18-27.

Faigenbaum, A., McFarland, J, Keiper, F, Tevlin, W, Kang, J, Ratamess, N, and Hoffman, J. (2007). “Effects of a short term plyometric and resistance training program on fitness performance in boys age 12 to 15 years.” J Sports Sci Med 6: 519-525

Fatouros, I. G., A. Z. Jamurtas, et al. (2000). “Evaluation of Plyometric Exercise Training, Weight Training, and Their Combination on Vertical Jumping Performance and Leg Strength.” The Journal of Strength & Conditioning Research 14(4): 470-476.

Hamada, T., D. G. Sale, et al. (2003). “Interaction of fibre type, potentiation and fatigue in human knee extensor muscles.” Acta Physiol Scand 178(2): 165-173.

Harrison, G. G., Buskirk, E.R., Carter, J.E.L., Johnston,F.E., Logman,T.G., Pollock, M.L., Roche,A.F. and Wilmore,J.H (1991). Skinfold Thicknesses and Measurement Technique. In: Lohman, T. G.; Roche A. F.; Martorell, R. Anthropemetric Standardization Reference Manual. Abridged ed.

Hodgson, M., D. Docherty, et al. (2005). “Post-activation potentiation: underlying physiology and implications for motor performance.” Sports Med 35(7): 585-595.

Johnson, B. A., C. L. Salzberg, et al. (2011). “A Systematic Review: Plyometric Training Programs for Young Children.” The Journal of Strength & Conditioning Research 25(9): 2623-2633

Jones, P. and A. Lees (2003). “A Biomechanical Analysis of the Acute Effects of Complex Training Using Lower Limb Exercises.” The Journal of Strength & Conditioning Research 17(4): 694-700.

Kotzamanidis, C., D. Chatzopoulos, et al. (2005). “The effect of a combined high-intensity strength and speed training program on the running and jumping ability of soccer players.” J Strength Cond Res 19(2): 369-375.

Masamoto, N., R. Larson, et al. (2003). “Acute effects of plyometric exercise on maximum squat performance in male athletes.” J Strength Cond Res 17(1): 68-71.

Robbins, D. W. (2005). “Postactivation Potentiation and Its Practical Applicability.” The Journal of Strength & Conditioning Research 19(2): 453-458.

Sweeney, H. L., B. F. Bowman, et al. (1993). “Myosin light chain phosphorylation in vertebrate striated muscle: regulation and function.” Am J Physiol 264(5 Pt 1): C1085-1095.

Tillin, N. A. and D. Bishop (2009). “Factors Modulating Post-Activation Potentiation and its Effect on Performance of Subsequent Explosive Activities.” Sports Medicine 39(2): 147-166.

Vandervoort, A. A., J. Quinlan, et al. (1983). “Twitch potentiation after voluntary contraction.” Exp Neurol 81(1): 141-152.

Vissing, K., M. Brink, et al. (2008). “Muscle Adaptations to Plyometric vs. Resistance Training in Untrained Young Men.” The Journal of Strength & Conditioning Research 22(6): 1799-1810.

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